Grupo Cênico Regina Pacis
 
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História do Grupo


O Grupo Cênico Regina Pacis dedica-se ao teatro há mais de 50 anos e foi fundado junto à comunidade da Igreja Matriz de São Bernardo do Campo, cidade onde está sediado até hoje. Seu criador foi Antonino Assumpção, que esteve à frente do grupo até o seu falecimento em 1995.

Uma das mais antigas companhias de teatro, em todos esses anos nunca interrompeu suas atividades, participando das diversas etapas da história política, social e cultural do país.

Viveu o período da ditadura com vários de seus espetáculos sendo vetados pela censura, e dessa experiência saiu fortalecido para a continuidade de seu trabalho artístico.

As participações do grupo em festivais de teatro comuns nas décadas de 1960, 70 e 80 em todo Brasil resultaram em muitos prêmios e troféus em sua bagagem. Alguns foram concedidos pelo desempenho coletivo em diversas montagens e outros foram conquistados individualmente nas mais variadas categorias - ator, diretor, atriz, cenógrafo, etc.

Nessa longa carreira foram levadas à cena uma centena de peças, de autores nacionais e estrangeiros, voltadas aos públicos adulto e infantil, além de convites para participações especiais em muitos eventos culturais.

As apresentações foram realizadas não só nos mais equipados teatros do país, mas também nos mais despojados espaços de comunidades de periferia. Um público multifacetado que vai da alta esfera intelectual até a gente mais simples que fica tão enlevada com o que vê, que nem acredita que os atores são de carne e osso como ela. Se apresentar para pessoas de universos tão díspares é que faz a grande diferença no trabalho e reforça, cada vez mais, a intensidade dessa arte tão efêmera e tão mágica que é o teatro. Uma plateia atenta é o gás que move esse amor pelo palco e que faz o grupo superar as adversidades, os desânimos, as críticas e os outros desafios impostos àqueles que vivem o inquietante universo das artes.

Teatro é uma grande paixão para o pessoal do Regina Pacis.

Agosto/1995 - O Grupo perde seu fundador

No dia 13 de junho de 1995 falecia Antonino Assumpção, o grande mentor e criador do Regina Pacis que esteve no comando do grupo por 33 anos.

Como o espetáculo não pode parar, o Regina continuou. Meio à deriva por algum tempo, mas continuou.

Em meio à tristeza vivida por todos naquele momento difícil, uma das atrizes , Ana Maria, lhe rendeu uma simples homenagem traduzida nestas palavras:

Este buraco no palco não é fosso de orquestra.
Este escuro não é black-out.
Esta dor não é do personagem.
Este vazio não é falta de cenário.
Esta cortina entreaberta não é descuido.
Este refletor apagado não é falha técnica.
Este texto inacabado não é falta de tempo.
Este ensaio capenga não é falta de vontade.
Este momento... é falta dele.
Uma falta que deixa tudo em desarmonia.
As luzes da ribalta se apagaram.
Reacenderam no infinito.
Luzes de brilho tão intenso
que refletem no cantinho mais escondido do teatro.
Estamos na coxia.
quietos, imóveis,
tomados por essa luz.
Ela indica a entrada certa, a marcação exata,
a deixa, o caminho.
O palco é invadido por ela.
Ai, que ausência doída!

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